Em comunicado de um porta-voz da empresa de tecnologia ao Seattle Times, há a declaração: “assim como todas as empresas, nós avaliamos nossos negócios regularmente […] isso pode resultar no aumento do investimento em alguns setores e, de tempos em tempos, na reimplantação em outros” e afirmam que essas decisões “não são o resultado da atual pandemia.“ Assim como outras companhias, a Microsoft paga para agências de notícias para utilizar o conteúdo delas em seus serviços, como no navegador Edge e no site do MSN, porém, até então os jornalistas ainda são responsáveis por selecionar as histórias e ditar a forma que elas serão apresentadas. Empregados da Microsoft contaram (mantendo o anonimato) que os robôs irão utilizar algoritmos para identificar as principais notícias destes parceiros para “otimizar o conteúdo“, refazendo títulos, adicionando fotografias melhores ou criando apresentações de slides. Há meses isso é feito de forma semi-autônoma, passando pela supervisão de jornalistas, mas agora será completamente automatizado. Também sabe-se, por meio de um dos funcionários, que a decisão de substituir humanos por um software é arriscada, pois a equipe de hoje é orientada a seguir “diretrizes editoriais muito rígidas”, o que assegurava que os leitores não fossem apresentados a conteúdo violento/inapropriado assim que abrirem o navegador. Isso é especialmente válido ao tratar do público mais jovem. O The Guardian, jornal britânico que cede suas notícias à Microsoft, explica que a empresa edita o conteúdo e as manchetes para se adequar ao formato moldado por ela. Os artigos então são hospedados no site da Microsoft, que compartilha a receita arrecadada por publicidades com os editores originais. Essa curadoria manual garante clareza nas informações, “incentivando a difusão de opiniões políticas e evitando histórias não confiáveis, além de destacar artigos interessantes de meios de comunicação menores“.

A inteligência artificial no jornalismo online

Companhias como a Google já experimentam com a I.A. no meio jornalístico, como explicado em uma publicação do blog Google News Initiative. Em um levantamento feito em 2019, empresas de notícia demonstraram altíssimo interesse em educar suas redações sobre o potencial de inteligência artificial e do machine learning na profissão. Há inclusive um curso online (em inglês) com pouco menos de uma hora de duração feito para auxiliar os profissionais de comunicação para saciar dúvidas sobre essas tecnologias. Por enquanto (e para a sorte dos jornalistas), a automatização não é adotada de forma abrangente pelas empresas. Fontes: BBC, Seattle Times, The Verge, The Guardian

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